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José Antônio da Silva / JÁ Silva - Artigo de Búzios News

José Antônio da Silva / JÁ Silva


Foto: Búzios News

Artigo de Búzios News (2011)

A primeira rabeca ele fez em pinho de riga, "copiando de um retrato de jornal" um violino Stradivarius, mas até chegar à profissão de luthier, o caminho de José Antônio da Silva, foi muito longo. Começou na cidadezinha de São Miguel de Itaipu, interior da Paraíba, no dia 28 de abril de 1949, segundo a mãe, ou no dia 21 de janeiro de 1948, segundo os documentos.

O avô era filho de franceses, e talvez por isso era conhecido na cidade como Seu Antônio França. Ele era cambista do jogo do bicho, mas também exímio artesão com a palha e a madeira. Com palha fazia cestos, com a madeira, sempre pinho de riga, fabricava rabecas, aquele violino nordestino do qual "tirava o som dos animais".

Para o neto José, era um folclorista e foi com ele que aprendeu a fazer cestos e a gostar de música. Da infância se lembra que sempre teve um violão de cravelha para dedilhar e da história do irmão Gilson , um artista, que aos 16 anos fugiu de casa com um circo e voltou um ano depois tocando violão.

Ao Rio de Janeiro José chegou em 1969, e como todo jovem paraibano que chega à cidade grande, virou Zé e foi trabalhar como faxineiro de prédio e, depois, como porteiro, em luxuoso edifício da Avenida Atlântica, Copacabana. Nas horas de folga, dedilhava seu violão e foi assim que, retomando sua origem de artesão, passou a consertar violões.

A vida deu muitas voltas, Zé "garrou a beber", mudou de emprego várias vezes e um dia chegou a Búzios para ser caseiro de empresário. Trabalhou quase dez anos no mesmo emprego e, com ajuda da mulher Santa Terezinha Silva (têm a filha Daniela de 18 anos e o filho Terence, de 15), parou de beber. E, em 1987, a partir de uma fotografia de uma reportagem de jornal sobre violinos Stradivarius fez seu primeiro instrumento, uma rabeca de pinho de riga que deu para um tio que morava no bairro do Catete, no Rio, porque "ele sorria demais com a arte de tocar" - conta.

A partir daí o José Antônio, o Zé, virou JÁ Silva e "passou a ser chamado pelos letrados de luthier", nome que nunca tinha ouvido falar, mas que assumiu até no letreiro que colocou no seu atelier localizado à Avenida Bento Ribeiro Dantas, 2678, no retão do bairro de Manguinhos (fone: 24 -9226-0578). Diz a placa: JÁ SILVA LUTHIER. Oficina de Violão.

E não parou mais de consertar, restaurar, reparar e fabricar instrumentos de corda até sob encomenda, usando pinho de riga, pau marfim, mogno ou cedro. Seu filho Terence, de 16 anos, já "arranha", de ouvido, músicas como Carinhoso nos instrumentos que aprendeu a fabricar com o pai. Agora só falta estudo! .

Se você gosta de "causos", de música, de arte e de instrumentos artesanais, pare no atelier do JÁ Silva e conheça o paraibano que nasceu José, foi chamado muito tempo de Zé, tornou-se um luthier e agora é o artista JÁ.

Fonte:

Mais informações:

http://www.buziosnews.com.br/ja_silva.htm

Indice = 320

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1 Comentário

20 maio, 2013 às 13:38h
aline disse:

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