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Mestre Zito

Rabequeiros se apresentam no Circuito Cultural de Bragança (2008)

Com a proposta de promover o intercâmbio e a troca de experiência da Região do Caeté com todo o Pará e ainda cultivar as tradições populares, o Circuito Cultural Paraense vem nesta edição com um ícone: a rabeca, principal instrumento usado na tradicional Festividade de São Benedito, por mestre Zito, desde 1978.

Dentro da intensa programação do Circuito, merecem destaque as apresentações dos dois únicos grupos de rabecas do município, que abrem e encerram a programação. Os rabequeiros se apresentam na programação noturna denominada Circuito dos Sons, que acontecerá todos os dias, a partir das 19 horas no palco armado no Largo da Igreja de São Benedito.

Na quarta-feira (23), às 19h30 se apresenta o grupo Rabeca de Bragança, que pela segunda vez será acompanhado pelo músico Toni Soares. Já no domingo (27), às 21h será a vez da Orquestra de Rabecas e Sons do Caeté.

A Rabeca (também chamada de sanfona em Portugal) é um instrumento de origem árabe tendo-se notícias de sua utilização desde a Idade Média. Instrumento de arco, que soa por fricção é uma espécie precursora do violino só que de feitura popular. De timbre mais baixo que o do violino, seu som fanhoso é sentido como tristonho. O tocador recosta a rabeca no braço e no peito, friccionando suas cordas com arco de crina, untado no breu.

Esse instrumento é utilizado no país em manifestações populares e religiosas desde os remotos tempos da invasão portuguesa no Brasil.

Na região norte, em Bragança, a rabeca é o principal instrumento musical da Festividade de São Benedito. Músicas como retumbam, chorado, xote, mazurca e contra-dança fazem parte do repertório da festa, mais conhecida pelo nome de Marujada. Ultimamente tem sido difundida por músicos populares que a trouxeram para os grandes centros urbanos.

De acordo com Rosa Carvalho, coordenadora do Grupo de Rabecas de Bragança, atualmente existem apenas dois grupos de rabeca no município: a Orquestra de Rabeca Sons do Caeté e o Grupo Rabeca de Bragança. “O diferencial dos grupos é que o primeiro já sofreu algumas modificações, como a introdução de novos instrumentos. E o grupo de Rabecas ainda cultiva sua origem desde a criação”, explica Rosa Carvalho.

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